Mãe de todos, Soberana dos céus que deus fez.

Senhora minha, eu aqui estou a teus pés

De joelhos olhando-te de mãos erguidas.

Santíssima mãe, submisso a teu altar venho implorar

Para que de todo o mal nos possas livrar,

Para que à terra mandes o lenimento de suas feridas.

 

Mãe pura, a quem Deus fez peregrina da nossa redenção.

Tu, que a luz de deus sempre levas-te em teu coração,

Que foste escolhida para seres mãe da vida:

Dá aos homens a graça do teu excelso querer.

Por tudo o que me deste quero-te agradecer,

Mediana nossa, Divina mãe querida.

 

Faz com que o sol sempre nos afague com seu fulgor.

Trás dos céus à terra risos de amor,

Tu que és a fonte do amor sempre presente!

Tu Maria, flor, menina de Belém

A quem deus escolheu para seu filho mãe,

Vela também por Portugal e sua Lusa gente.

 

E porque não sou digno de o fazer ó mãe,

Vai junto a teu filho Jesus de Belém

Pedir para o mundo harmonia e paz.

Pede para os perversos um lene coração.

Pelas nações em guerra uma fraternal união,

Fazer deste globo o éden que o homem não e capaz.

 

Pelos que semeiam que sua seara não seja vã.

Pela juventude construtora do amanha,

Dá-lhes o alento para vencer a opressão.

Pelos que são das nações governantes

Que ante a justiça e a verdade não sejam vacilantes

Que lhes mostre o Senhor o caminho da razão.

 

Que cessem todas atrocidades da terra,

Que nos campos de batalha termine a guerra

E neles se levante um santuário de amor.

Que os homens outros ídolos deixem de proclamar;

Neste universo há apenas um deus para adorar

Que é Deus, teu filho Jesus, o unico salvador.

 

Pelos mendigos que esmola estão pedindo:

Que lhes mate a fome que os estão consumindo,

Que os leve a beber a fontes de águas cristalinas.

Pelos que sofrem nas penas de sofredor

Que enxugue as lágrimas de suas faces o Senhor,

Que os afague com suas mãos divinas.

 

Que Jesus faça do ermo o necessitado abrigo,

Fazer com que nas searas sempre cresça trigo

Para que ninguém se vá com fome deitar.

Fazer que as nascentes sejam lágrimas de magoa,

Que nos rios sempre corra límpida agua

Para que toda a sede da terra se possa saciar.

 

Fazer com que as crianças não chorem em vão,

Que para as suas bocas sempre haja pão

E em seus lábios o sorrir de alegria.

Por todos os velhinhos que são nossos pais

Que tenham uma velhice sem saudades nem ais,

Do mais âmago também te peço ó virgem Maria.

    

Por aqueles lares em trevas ou dissabor,

Por todos os casais separados ou sem amor

Pede-lhe que os ilumine com sua divina luz.

Por todos os pais que pelos filhos em pedaços:

Que os acolha o senhor com amor em seus braços,

Que lhes ensine a carregar essa pesada cruz.

 

Mãe, de joelhos vou na quinta volta a tua capelinha

E, de joelhos peço-te ó mãe do céu pela minha já velhinha

Que hoje a Fátima, de bengala veio comigo te visitar.

Também com fé ela acredita no teu materno amor.

 Bendita mãe, nós te pedimos com todo o fervor

Que nos concedas a graça de outras vezes aqui voltar.

 

Mãe, meu coração se aperta cingido pela dor.

De ti se aparta mãe santa, este pobre pecador

Que forçoso é ir-se do teu santuário embora.

Virgem do rosário, nossa senhora de Fátima,

De cada um dos meus olhos pende uma lágrima

Vertidas de quanto por dentro em meu peito se chora.

 

Em meus olhos correm lágrimas de pranto

Mas, dentro minh’alma está invocando um canto,

Um canto de saudade por de ti me ter que despedir.

Tu, dos céus rainha e do mundo Real Princesa,

Junto a ti aqui deixo uma vela e outra acesa

Para me servir de luz e guia para aqui voltar a vir.

 

Maria, que revestida de sol aqui desces-te um dia,

Nestes meus estrofes, em humilde poesia

Quisera proclamar-te mãe bem-aventurada.

E, se um anjo te proclamou cheia de graça de Deus,

Quem não sou eu para dizer-te

Bendita mãe da terra e céus,

Oh mãe cheia de graça.

Oh mãe, Maria agraciada!

 

 

Denis Cavadas  09-2002