Rejubiles se a terra, Natal está perto.

Deus, dos céus nos vai um redentor mandar.

Vigiai... que seu povo se encontre bem desperto

Para receber Jesus que nos vem ouvir e amar.

 

Natal, são boas-novas que um anjo anuncia.

Natal é recordar, é nova vida que renasce na terra:

Numa flor divina por deus fecundada... em Maria

Foi concebido Jesus, cena que jamais se encerra.

 

A noite sempre foi e será longa e fria

Mas, a brisa tornasse gemido de ventura.

O orvalho é lágrimas brotadas da alegria:

Porque hoje regressou-nos o rei da ternura.

 

Povo que sofres na luta as dores do teu trabalho

Abraça a recompensa que é Jesus que nos vem.

Deixai-o pernoitar, oferecei-lhe o coração por agasalho,

Não lhe negais uma morada como o fizeram em Belém.

 

Natal de sempre! Hoje o mundo é de novo recriado.

Deus nos pede a reconstruir este mundo novo,

Um mundo do egoísmo e da injustiça libertado

No qual os homens devem formar um só povo.

 

Deus a todos os pobres e débeis convida,

Pede aos homens poderosos da terra,

A abrir em cada peito uma fraternal guarida;

Pois só assim se poderá acabar com a guerra.

 

Para todo aquele nas trevas errante,

No céu cada ano resplandece uma luz.

As estrelas nos dizem que renasceu o Infante:

O mesmo que deus quis chamar seu filho Jesus.

 

O Natal no universo é também alegria das crianças.

Por tudo quanto as amamos mais lhes devemos agradar,

Nelas devemos depor todas as nossas esperanças

Para com as hostilidades na terra terminar.

 

Como o céu se resplandece em constelação,

Que em cada lar na terra também se acenda o fulgor.

Que em cada ser humano se abra o coração

Para que jubilosos possam receber o menino salvador.

 

Natal será então quando a justiça na terra reinar,

Quando a liberdade for para todos e sem distinção.

Quando a fraternidade na humanidade se manifestar

Proclamando a paz e semeando o verdadeiro perdão.

 

Vamos pois ao encontro da estrela que aos três Magos guiou.

Vamos Jesus receber, oferecer-lhe nosso amor não apenas um curral.

Radiantes e unidos demo-nos as mãos como ele nos ensinou,

E assim, até aos confins dos tempos florescera sempre um Natal .  

 

Denis Cavadas  Dezembro 01, 2002