Natal

A noite se iluminou

O céu resplandeceu-se de luz!

A Belém Maria e José chegou,

Evento que em amor se traduz.

 

Correi aguas... nos mares rios e fontes.

Aves regozijai-vos cantai um hino de amor.

Vento que sopras no ermo dos montes

Silencio... Acaba de nascer o Salvador!

 

Rejubilai-vos povos da terra.

Céus resplandecei-vos do fulgor Divino.

Nações unido-vos, dai tréguas à guerra.

Homens prostrai-vos, louvai a deus menino!

 

Sobre a palha loira deitado

Sorrindo está dormindo Jesus,

Tudo à sua volta alumiado

De inocência, d'uma cândida luz.

 

Maria, Divino encanto.

Excelsa Mãe de candura

Concebido do Divino Santo

Deu à luz em virgem pura.

 

José, o humilde carpinteiro,

Operário honesto, trabalhador,

Fez-lhe os céus herdeiro

De um filho, o Redentor.

 

Sai do bafo do boizinho

Uma morna e terna afaga:

Viva chama de carinho

Cálida fogueira que não se apaga.

 

Anjos no Céu vão cantando

Evocando um cântico de amor,

Uma Estrela se vem poisando:

E o guia até ao Infante Senhor.

 

Estrela rutila do Oriente

Escolhida do azul constelado

Dossel d'alva inocente,

Encanto d'um Céu estrelado.

 

Etário clarão eternal

Que aos Pastores conduz

Mostrando-lhes o amor fraternal,

Guiando-os até Jesus.

 

Chegam os Zagais, os cordeiros

Querendo ao Salvador adorar.

Trocam os Magos de carreiros

Para o Deus Menino salvar.

 

Oh que noite amena quão serena!

Convite para harmonia e união.

Lares com um presépio, uma açucena

Mas quantas mesas sem pão.

 

Cena tecida de harmonia,

Deslumbramento, união universal,

Quadra mística de louvação e poesia

A qual eu chamo Natal.

 

Autor: Denis Cavadas

Poemas de Denis Cavadas