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Doze
signos do céu o sol
percorre
E
se renovando seu curso
nasce e morre,
Mesmo
arfante, agora menos nos
aquece.
A
rosa despiu-se, vestiu-se
o céu de azul matiz.
O
Inverno está próximo a
natureza nos diz;
Minh’alma de dolência se entristece.
As
árvores de cores mudam
e se desnudam.
Com
um trinado triste as
aves se mudam,
Dizendo
adeus acenando-nos, vão-se
embora.
Já
não se avistam mais os
verdes mantos.
Os
montes perderam seus
belos encantos...
Nostalgia
em minh’alma agora
mora.
A
chuva que cai é agora
mais fria.
O
sol já não nos afaga
com a mesma alegria.
O
vento já não nos
acaricia com sua brisa
quente.
O
sol é o mesmo mas
tornou-se mais frio,
O
luar da noite parece até
mais sombrio
Pois
solidão minh’alma
sente.
As
folhas caem, morrem as
flores.
O
vento chora como gemido
de dores,
Novembro...
chegou e a beleza se foi.
As
noites estendem-se e os
dias se encurtam.
Os
cantores das aves já
pouco se escutam,
Ambígua
minh’alma em tristeza
se põe.
Aí
vem Dezembro com sua
lembrança divina.
Esbelta,
espelha-se nos céus a pálida
Lucina
Que
aos olhos encanta no
celeste trono.
Da
natureza feneceram as
rubras e íris cores,
As
ruas já se enfeitam de
milhões fulgores;
Natal!
Regozija-se minh’alma
com os fins de Outono.
Denis
cavadas 12-03-02
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