Estrela Que Nos Recorda O Natal
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Olhem para o Alto dos Céus!...
Oh! quão fulgurosa luz a brilhar:
É uma estrela enviada por Deus
Para até ao Deus Menino nos levar.
Foi de Deus majestosa vontade
E que o anjo a Maria veio anunciar
E, essa invulgar estrela a cada Natividade,
No Firmamento brilha para o fazer recordar.
Do meio dum astro d'oiro ela luziu
A luzir como um chamadoiro,
E na densa noite o caminho abriu
Aos três reis do Oriente loiro.
Estrela resplandecendo-se no céu radiosa
Mostrando por toda a natureza
Que nasceu a criatura mais formosa
Em Belém, entre palhas de singeleza.
A mil portas tocaram José e Maria
Sem ninguém os querer aceitar
E, para se abrigarem da noite fria
Foram a uma gruta pernoitar.
Pelas doze dessa noite fria,
Numa lapinha nasceu Jesus a sorrir.
Trouxe paz, amor e harmonia,
Veio para dos pecados nos redimir.
Do Alto invocavam os anjos um ledo hino
E a estrela cintilante alumiava o curral.
Ai estava deitado o Rei Deus Menino
Entre o bafo do jumento na noite de Natal.
Nasceu em gruta simples e de pobreza
Quando um palácio e um dossel merecia.
Mas junto a si tinha a maior nobreza:
Eram seus virtuosos pais José e Maria.
Maria que banhada em pranto,
Agradecida, louvava o firmamento.
José, carpinteiro feito de pai santo:
Cena e mistério de deslumbramento!
Oh! quantos infantes como Jesus
Nascem sem um lugar para os receber
Depois morrem também numa cruz
Que foi a de não ter pão para comer.
Contudo pode haver em cada rua um Belém
E em cada casa uma manjedoura
Para acolher o Infante que nos vem
Que é jóia que jamais desdoira.
Abra-se a mais humilde lapinha,
Reviva-se em cada lar aquela cena sagrada.
Acolhei toda a desamparada criancinha
Sempre, mas mais nesta noite de consoada.
A cada mendigo na rua pedindo esmola,
A eles também que se estenda a mão
Dando-lhes um pouco daquilo que os consola
Que é a guarida e uma fatia de pão.
Até aos nossos velhinhos também
Não os deixa-mos ao esquecimento,
Pode ser nosso pai ou nossa mãe
Que necessitem do nosso alento.
Ao dolente levamos um sorriso, a alacridade.
Ao enfermo o animo para sua dor surtir.
Ao que sem abrigo dorme oferecemo-lhe a caridade,
Ao supliciado o ensejo de se arrepender...
Ao nosso inimigo concedesse o perdão,
As guerras vencemo-las com a paz.
Que serene com a calma o turbilhão,
Faz-se desta noite de Natal, noite apraz.
E que cada ano essa cintilante estrela
Brilhe nos Céus ainda mais fulgente,
Recordando-nos que essa cena tão bela
Deve perdurar na terra eternamente.
Autor: Denis Cavadas
