|




Na contemplação deste mundo ideal,
Ai quantas vezes aspirei eu!…
Ser alto que pudesse chegar ao céu,
O céu de anil límpido, brilhante e real.
Aspiração veemente, um desejo arfante:
Tocar o céu, quão formoso querer!
Capturar sonhos eu de desejo a arder
Mas que lá no alto estão de nós tão distante.

Hó quantas vezes veio a meu pensamento
Tocar as nuvens pelo céu a folgar!…
Beijar as estrelas e a lua abraçar,
Exaltar-me nas maravilhas do firmamento.
O Firmamento com mil lusinhas brilhantes!
Mil fontes de tantos rios de fulgor!
Todo um universo de realeza e primor
De claras estrelas com brilho de diamantes.

Em cada passarinho que vejo no espaço a voar
Traz-me o desejo de ter asas e ir até ao céu
E, nas noites tenebrosas, escuras como o breu,
Ir buscar estrelas para a terra alumiar.
A primavera em flor, as gotas de chuva a cair.
Os flocos de neve que o inverno anuncia.
Cada alvor, o por do sol, a noite depois do dia,
Tudo foi de Deus, dadiva para o homem fruir.

Pois
é
apraz
de
cada
manhã
o
alvorecer,
Ė
bom
estar
noutro
dia
que
vai
recomeçar.
Seria
belo,
as
penas
e
alegrias
juntos
abraçar,
Mas
que
bonito
seria,
ati
Deus,
tudo
te
agradecer.
Deus,
que
desta
toda
maravilha
foste
criador
Oferecendo-a
aos
homens
para
seu
deleite,
Faz
com
que
na
terra
a
paz
seja
tambem
aceite
Em
gratitude
de
todo
este
teu
esplendor.

Deixa-lhes
admirar
tuas
maravilhas
Que
a
mim
me
deixaram
fascinado.
Faz
com
que
todos
vivam
num
so:
o
teu
reinado
E
que
se
abram
todas
as
fronteiras
e
muralhas.
Denis
Cavadas
7-2002
|