|
Chuva
Chuva
ténue que por vezes te esvais, Corres
por jardins e vales sombrios Enchendo
ribeiros e rios... Chuva
amena que no silencio cais. Chuva
que a aridez saciais Ou
com enchentes a Natureza desfazes, Tanto
regozijo que trazes, Ai-mas
quantas vidas enleias... Gotas
de agua provenientes da Atmosfera. Chuva
- companheira a solidão, Momentos
por vezes de consolação Na
longa acata a Primavera. Chuva
que das nuvens vais caindo E
pelas encostas vais correndo, Também
como tu me estou rendendo E
por caminhos, vagante vou seguindo... Agua
pura, aprazível e cristalina, Lagrima
do céu que sempre es fria Se
roubas ao Sol a alegria, Lava
de mim esta tretica sina... Arranca-me
desta densa melancolia, Inunda
meu coração dessa aspirada afaga... Tenho
minha alma que por riachos divaga Como
tu, do Céu límpida gota fria.
|